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	<description>Outro olhar sobre o cotidiano</description>
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		<title>DIZEM POR AÍ &#8211; O FIM DA PALMADA?!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 19:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/07/dizem-por-aí-19.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-87" title="dizem por aí 19" src="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/07/dizem-por-aí-19-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" /></a></p>
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		<title>CASTIGOS CORPORAIS SÃO PUNIDOS EM 19 PAÍSES</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 19:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os castigos corporais a crianças praticados na família são proibidos e punidos em 19 países do mundo, o que representa 2,3 por cento da população infantil mundial.
O documento foi apresentado em Portugal na conferência sobre «A Parentalidade positiva – estratégias e formas de apoio às famílias», realizada no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.
Esta conferência surge [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000080;">Os castigos corporais a crianças praticados na família são proibidos e punidos em 19 países do mundo, o que representa 2,3 por cento da população infantil mundial.</span></strong></p>
<p><span style="color: #000080;">O documento foi apresentado em Portugal na conferência sobre «A Parentalidade positiva – estratégias e formas de apoio às famílias», realizada no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Esta conferência surge também a propósito da reunião semestral do Grupo Permanente Intergovernamental «Europe de l´Enfance», que integra representantes dos 27 Estados membros da União Europeia.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">O relatório sobre o fim dos castigos corporais da autoria da «Global Initiave To End All Corporal Punishement of Children» foi elaborado com o apoio do governo Sueco e do perito das Nações Unidas, autor do «Relatório do Secretário Geral das Nações Unidas sobre a Violência Contra as Crianças», de 2006.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Neste documento, Portugal, país onde em 2006 mais de 200 crianças até aos dez anos foram vítimas de maus-tratos físicos ou psicológicos, aparece como um dos Estados que alterou a sua legislação tendo em vista o respeito pelos direitos da criança e a abolição dos castigos corporais.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Em Portugal, refere o relatório hoje divulgado, a revisão do código penal indica no artigo 152 que os castigos corporais, a privação da liberdade das crianças e as ofensas sexuais são punidos com penas de um a cinco anos de prisão.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Segundo o documento, na sequência do estudo das Nações Unidas sobre Violência contra as Crianças, foi estabelecida uma meta, até 2009, para a proibição universal desta prática e desde então foram feitos vários progressos.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Actualmente, 19 Estados têm já legislação que permite a protecção total das crianças para os castigos corporais, incluindo na família, o que representa 2,3 por cento da população infantil mundial.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Contudo ainda existem 178 que permitem este tipo de actos.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">O documento refere que mais de 100 Estados proibiram toda a punição corporal na escola, o que representa 41,2 por cento da população infantil e quase 150 fizeram-no no que respeita ao sistema penal.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Na verdade, adianta o relatório, o mundo caminha rapidamente para a aceitação dos direitos das crianças, para o respeito pela sua dignidade humana e integridade física, mas ainda há um percurso a percorrer para que esta aceitação esteja plasmada na legislação.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Portugal, Nova Zelândia e Holanda foram os últimos a incluir na legislação artigos que punem claramente os castigos corporais em casa, seguindo assim a Grécia, que o fez em 2006, e a Hungria e a Roménia, em 2004.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">O primeiro país a tomar esta iniciativa foi a Suiça em 1979, seguido da Finlândia em 1983, da Noruega em 1987, da Áustria em 1989, Chipre em 1994, Dinamarca em 1997, Letónia e Croácia em 1998, Israel, Alemanha e Bulgária em 2000 e Islândia em 2003.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">A conferência que decorre hoje em Lisboa tem como objectivo iniciar um debate e uma reflexão sobre questões facilitadoras de um relacionamento entre pais e filhos que assegure o bem-estar das crianças, no respeito pela universalidade dos seus direitos.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Em debate estão questões como o exercício do papel dos pais no processo de crescimento e de socialização dos seus filhos, as competências dos pais e de outros cuidadores para satisfazer as necessidades globais das crianças e as circunstâncias em que os pais e a sociedade estão disponíveis e aceitam o direito de participação das crianças em todas as matérias que lhes digam respeito.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Como evitar a discriminação e os abusos de que as crianças são vítimas no seio da família, o papel do afecto no crescimento e na formação da criança e como combater a violência física sobre as crianças como forma de educar são também temas em debate.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><em>Diário Digital / Lusa</em></span></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 19:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/07/texto-19.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-82" title="texto 19" src="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/07/texto-19-432x1024.jpg" alt="" width="432" height="1024" /></a></p>
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		<title>O FIM DA PALMADA?!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 19:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/07/capa-19.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-78" title="capa 19" src="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/07/capa-19-357x1024.jpg" alt="" width="357" height="1024" /></a></p>
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		<title>Para onde vão as sacolas plásticas descartáveis?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 21:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Elas duram cerca de 400 anos, mas deixam de ser úteis para nós bem antes disso. Você faz ideia do que acontece com as sacolas plásticas depois que as jogamos no lixo? O diretor americano Ramim Bahrani tentou responder a essa pergunta, de forma poética, no curta-metragem Plastic Bag.
Narrado pelo cineasta alemão Werner Herzog, o curta de pouco mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas duram cerca de 400 anos, mas deixam de ser úteis para nós bem antes disso. Você faz ideia do que acontece com as <strong>sacolas plásticas</strong> depois que as jogamos no lixo? O diretor americano <strong>Ramim Bahrani</strong> tentou responder a essa pergunta, de forma poética, no curta-metragem <strong>Plastic Bag</strong>.</p>
<p>Narrado pelo cineasta alemão <strong>Werner Herzog</strong>, o curta de pouco mais de 18 minutos mostra toda a “trajetória de vida” de um saquinho plástico, após ser jogado por sua dona em uma lata de lixo comum. A atitude leva a sacolinha a vagar pelo mundo, passando por lixões, florestas, praias e oceanos.</p>
<p>Durante a jornada, o saco plástico se depara com situações desagradáveis – como quando é arrastado pela chuva ou no momento em que peixes tentam comê-lo – e acaba vivendo alguns “dilemas existenciais”. No final do curta, a sacolinha conclui que, se pudesse fazer um desejo, pediria para sua dona para ser feita de um material com vida mais curta.</p>
<p>A intenção do filme é questionar o público: afinal, é correto “deixar” no planeta um material que durará muito mais do que a nossa própria existência? O que você acha?</p>
<p>Assista, abaixo, ao curta-metragem, na íntegra.</p>
<p><a href="http://http:www.youtube.com/watch?v=mMglNj7QRcM&amp;feature=player_embedded">O QUE ACONTECE COM AS SACOLAS PLÁSTICAS?</a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=zb0BAzRC7Mc&amp;feature=player_embedded">O QUE ACONTECE COM AS SACOLAS PLÁSTICAS? (PARTE 2)</a></p>
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		<title>O QUE ESTÁ SENDO FEITO DE SÉRIO E BIZARRO PELO MEIO AMBIENTE?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 21:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como tudo que fica em evidência o assunto da sustentabilidade tem sido interpretado pelos mais variados tipos de pessoas com resultados inusitados. Veja o que está sendo feito de sério e de bizarro pelo meio ambiente (os posts originais estão em super.abril.com.br/blogs/planeta):
INAUGARADO PRIMEIRO HOTEL FEITO DE LIXO
O primeiro hotel feito inteiramente de lixo foi inaugurado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como tudo que fica em evidência o assunto da sustentabilidade tem sido interpretado pelos mais variados tipos de pessoas com resultados inusitados. Veja o que está sendo feito de sério e de bizarro pelo meio ambiente (os posts originais estão em super.abril.com.br/blogs/planeta):</p>
<p><strong>INAUGARADO PRIMEIRO HOTEL FEITO DE LIXO</strong></p>
<p>O primeiro hotel feito inteiramente de lixo foi inaugurado, na semana passada, no centro de Roma, na Itália. Para construí-lo, foram utilizados 12 mil quilos de objetos retirados da praia romana de Capocotta. O mais incrível é que essa quantidade de lixo é jogada, anualmente, em cada três quilômetros quadrados de praia na Europa.</p>
<p>A ação faz parte do projeto Corona Save the Beach – da marca de cerveja de mesmo nome –, que procura conscientizar as pessoas sobre a poluição do litoral europeu. A mensagem sobre a construção do hotel é: “Esse será o futuro dos nossos feriados se não fizermos nada para preservar nossas praias”. A partir de agora, a praia mais votada durante o ano pelo site da iniciativa será a próxima a ser limpa. No mês de março deste ano, uma outra marca de cerveja também promovia a limpeza das praias da Barra em .</p>
<p>Será que estamos presenciando uma espécie de “zeightgeist” (do alemão, o espírito do tempo) da indústria cervejeira preocupada com o litoral? Será que isso tem a ver com o fato de que as praias são um dos ambientes que mais convidam as pessoas ao consumo de álcool e, portanto, precisam ser preservadas por quem vende as bebidas alcoólicas?</p>
<p><a href="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/06/save-the-beach-hotel-postsuper.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-70" title="save-the-beach-hotel-postsuper" src="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/06/save-the-beach-hotel-postsuper-300x148.jpg" alt="" width="300" height="148" /></a></p>
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		<title>TIRA- DÚVIDAS</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 20:49:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/06/tira-duvidas1.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-65" title="tira duvidas1" src="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/06/tira-duvidas1-1024x419.jpg" alt="" width="1024" height="419" /></a></p>
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		<title>A BÍBLIA E SUAS VERSÕES</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 13:41:52 +0000</pubDate>
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		<title>ENTREVISTA &#8211; O DESAFIO DE TRADUZIR A BÍBLIA</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 13:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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A Missão ALEM, Associação Lingüística Evangélica Missionária,  fundada em 12 de agosto de 1982, é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos, de cunho científico, caráter humanitário e objetivo religioso, cuja missão é, por meio da tradução da Bíblia, ajudar a Igreja brasileira a fazer discípulos de todas as nações. Para atingir seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/05/biblia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-55" title="biblia" src="http://iptambau.org.br/infoco/wp-content/uploads/2010/05/biblia.jpg" alt="" width="266" height="193" /></a></p>
<p>A Missão ALEM, <em>Associação Lingüística Evangélica Missionária</em>,  fundada em 12 de agosto de 1982, é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos, de cunho científico, caráter humanitário e objetivo religioso, cuja missão é, por meio da tradução da Bíblia, ajudar a Igreja brasileira a fazer discípulos de todas as nações. Para atingir seus objetivos, a ALEM recruta, treina e envia tradutores da Bíblia.</p>
<p>A Revista <em>Defesa da Fé</em> foi a Brasília e entrevistou o Pr. José Carlos Alcântara, presidente da ALEM, doutor em Ministério e professor do Acampamento de Sobrevivência na Selva.</p>
<p><em>Por Jairo de Oliveira</em></p>
<p><strong>Atualmente, qual é a dimensão do desafio mundial dos grupos lingüísticos para a tradução da Bíblia?</strong></p>
<p>Segundo os dados mais recentes, cerca de três mil línguas carecem das Escrituras, totalizando quase 400 milhões de pessoas que não podem ler um versículo sequer da Bíblia em sua língua materna. Esse número representa um pouco mais da população da América Latina, que é de 348 milhões de habitantes. As estatísticas mais conservadoras falam em 250 milhões de pessoas sem a Bíblia, o que não deixa de ser um número alarmante.</p>
<p><strong>Qual é a relevância da tradução da Bíblia para os povos minoritários?</strong></p>
<p>Certa vez, William Cameron Tawnsend (Fundador da Associação Wicliffe para Tradução da Bíblia) estava na Guatemala e falou a respeito do evangelho para um indígena daquele país. No final da conversa, aquele indígena indagou a Tawnsend: “Se o seu Deus me ama tanto, e se Ele se importa comigo, por que então não fala a minha língua?”. Creio que esta pergunta responde a questão.</p>
<p>Uma equipe da ALEM e da SIL foi ministrar o curso “Escrituras em uso”, em Guiné Bissau. No final do treinamento, um pastor, depois de ter aprendido a ler e a escrever na sua própria língua, afirmou o seguinte, com muito orgulho: “Eu lia e até pregava em português (falado apenas por 10% da população, apesar de ser a língua oficial do país), mas a língua que me corta o coração é o papel”, sua língua materna.</p>
<p>A língua materna é um tesouro que cada pessoa, cada grupo, cada nação carrega dentro de si. Deus valoriza muito este tesouro.</p>
<p><strong>Em média, qual é o tempo necessário para se traduzir a Bíblia para uma língua ágrafa?</strong></p>
<p>É variável de acordo com o contexto, com a proximidade da língua com aquelas já analisadas ou tenham as Escrituras traduzidas. Há casos em que foram dedicados quarenta anos para que a tradução fosse concluída, enquanto outros o trabalho foi possível em um período menos longo. O evento da informática trouxe grande ajuda para os tradutores. Uma adaptação do Novo Testamento de uma língua que já tenha tradução para outra pode ser feita em cinco anos.</p>
<p><strong>Qual é a sua maior crítica ao movimento missionário brasileiro nas últimas décadas?</strong></p>
<p>Antes de qualquer crítica, temos de acentuar que existem muitos pontos positivos no movimento missionário brasileiro. A falta de preparo dos nossos missionários tem sido um ponto de discussão há alguns anos, e isso tem contribuído para mudanças. Sinto que há uma ênfase exacerbada em determinadas áreas em detrimento de outras. As organizações missionárias e as igrejas têm concentrado esforços nos grupos majoritários, esquecendo-se dos minoritários. A igreja e seus missionários não podem eleger alguns povos e condenar outros ao esquecimento.</p>
<p>Muitas vezes, nossos missionários realizam o trabalho de forma tradicional. Ou seja, repetem-se as mesmas metodologias de trabalho da igreja de origem sem analisar o contexto cultural, social e lingüístico dos povos com os quais lidam e, assim, reproduzem a cara da igreja brasileira em outro país. Procedimento esse que criticamos em demasia quando pensamos naqueles que nos legaram a nossa herança religiosa.</p>
<p>Muitos irmãos, especialmente da África, têm reclamado da postura colonialista dos nossos missionários, que, muitas vezes, querem impor algumas coisas que, simplesmente, são bagagens culturais ou acessórios dispensáveis ao evangelho.</p>
<p>Além do mais, criaram-se alguns estereótipos em relação aos missionários, como: só são missionários de fato aqueles que vão para a África, para os países muçulmanos e, de preferência, a lugares em que haja perseguição e corra bastante sangue. Ser missionário na América Latina não dá status e, aqui no Brasil, às vezes, não há reconhecimento nem desperta o interesse da maioria das igrejas.</p>
<p>O missionário que lida com os indígenas, por exemplo, é tido, quase sempre, como alguém que não tem outras habilidades. Ou seja, não serve para nada. No entanto, deve ser a pessoa mais qualificada possível, para que desenvolva bem o trabalho. Isso por tratar-se de uma área do ministério que demanda homens e mulheres altamente preparados, tanto academicamente quanto espiritualmente. Para dar aulas numa escola indígena, por exemplo, há a necessidade de uma formação de terceiro grau. Se uma pessoa não serve para a igreja, muito menos para o trabalho missionário, sobretudo para o trabalho indígena. Ela estaria prestando um desserviço ao povo e ao reino de Deus.</p>
<p><strong>O que é a Visão 2025?</strong></p>
<p>Em 1999, pesquisadores constataram que há no mundo cerca de três mil línguas sem a Bíblia. Diante dessa realidade, elaborou-se um megaprojeto denominado Visão 2025, cujo alvo — mediante parceria entre organizações missionárias e igrejas evangélicas do mundo inteiro — é alocar uma equipe de tradutores da Bíblia em cada língua que necessite até o ano 2025.</p>
<p><strong>De que maneira o senhor acredita que a Igreja brasileira pode responder a estes desafios?</strong></p>
<p>A Visão 2025 é, acima de tudo, um chamado de urgência diante da necessidade dessas línguas. No ritmo em que andava a tradução, seriam necessários 150 anos para alcançar todas as línguas. Com a proposta da Visão 2025, em pouco mais de vinte anos teremos a presença de tradutores e, conseqüentemente, de missionários em todas elas. Em segundo lugar, a Visão 2025 é um chamado às parcerias. Sozinhas, as organizações missionárias, as pessoas, e muito menos as igrejas, dariam conta de uma tarefa tão gigantesca. Mas, como disse um pastor de Papua Nova Guiné: “Juntos, nós podemos”. A igreja pode responder a esse desafio motivando e disponibilizando profissionais para a tradução da Bíblia e cedendo outros para trabalhos de apoio e formação, servindo com seus dons. Sua resposta, ainda, pode vir por meio de suporte financeiro às pessoas, aos missionários tradutores e às organizações missionárias, para que todos possam desenvolver seus projetos, além de um grande movimento de oração pela tradução da Bíblia, o que é indispensável!</p>
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		<title>BOLETIM 007 &#8211; OS DESAFIOS DA SUPER-MÃE</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 20:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vandi Neto</dc:creator>
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